O Novo Autódromo de Deodoro.

O terreno mede 2,1 milhões de metros quadrados, mas apenas 22% da área — em sua maioria trechos já desmatados — serão usados para construir o complexo. No projeto estão previstas também pistas para treinamento, um kartódromo e escritórios. A previsão do ministério é que as obras sejam iniciadas e concluídas no ano que vem.
A construção do complexo deve mobilizar até dois mil operários. O orçamento das obras, que serão feitas com recursos da União, ainda está sendo detalhado. A pista de Deodoro substituirá o Autódromo Nelson Piquet, que será desativado para dar lugar ao Parque Olímpico, complexo esportivo a ser erguido para as Olimpíadas de 2016. Por força de um acordo judicial, fechado na época dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e que permitiu o uso de parte do Autódromo Nelson Piquet no evento, as obras do Parque Olímpico só podem começar após a confirmação da data de abertura de Deodoro.
A capacidade de público deverá chegar a 30 mil lugares fixos. Mas existe espaço para receber até 70 mil pessoas, com a montagem de arquibancadas provisórias, caso a cidade volte a receber a F-1.“A gente quer conciliar o calendário das próximas temporadas com as obras, para evitar que o Rio fique sem um autódromo em funcionamento. O cronograma ainda será discutido com o Ministério do Esporte” — disse o presidente da Federação Estadual de Automobilismo, Djalma Neves.
O projeto para Deodoro é bastante diferente de uma sugestão apresentada em 2010 pela federação, que previa a ocupação maior da área e causaria desmatamento. Djalma elogiou o projeto porque, assim como o traçado original do Autódromo Nelson Piquet, há trechos de alta velocidade que se alternam com pontos nos quais o piloto terá que reduzir.

A princípio, a intenção é que seja erguido um espaço poliesportivo dentro do autódromo, como quadras descobertas e um complexo aquático, o que viria beneficiar moradores das comunidades carentes vizinhas ao novo autódromo em mais de 10 bairros. O esboço do projeto conta com uma pista de 4.715,7 metros em seu maior traçado, com 19 curvas, além de um circuito oval.
Pela extensão, pode torna-se uma pista padrão A na classificação da FIA, isto é, teoricamente poderia receber a F1. A área também conta com um kartódromo de 1.344 m que o Rio carece. Se tudo der certo a ideia é trazer para o Rio de Janeiro uma das etapas da Formula 1, e assim, quem sabe o Brasil passaria a ser cede de duas etapas da categoria assim como a Espanha foi durante muitos anos.
A área de Boxes será ampla, com dois andares, sendo um em Mezanino.O estudo conceitual foi feito pela Federação de Automobilismo do Rio de Janeiro (Faerj) junto com o arquiteto paulista Artur Katchborian, sócio na Biselli + Katchborian Arquitetos.
O presidente da entidade fluminense, Djalma Neves, afirma que o esboço começou a ser montado "logo que a desativação do autódromo de Jacarepaguá foi confirmada, no ano passado".
O novo autódromo terá à sua disposição um estacionamento com capacidade para pelo menos 10 mil veículos, podendo ser espandido para ate 70 mil veículos. A estrutura também contará com áreas destinadas para cursos profissionalizantes, bares e restaurantes. A pista parece boa será como a de Suzuka , com passagem de nível para os carros. Larga e com vários pontos de ultrapassagem promete ser palco de boas disputas.
Uma coisa legal desse projeto é que ele busca integrar o autódromo no contesto da região tanto a nível da comunidade ao seu entorno, criando escolas de esportes, assim como também com o meio ambiente. Essa é a diferença de um Autódromo parque como esse. A unica questão será como ocorrerá a integração com os meios de trasporte publico que ate agora não foi muito discutida. Alem de que caso queiram realmente receber a F1, terá de ser construído locais de moradia temporária como Hoteis e Flat de auto padrão na região, ou uma via de fácil acesso aos já existentes.

Um estudo aponta a necessidade de remover construções irregulares junto ao muro do futuro autódromo, devido ao risco de invasões. E sugere ainda a urbanização da Favela do Muquiço. O relatório propõe também a construção de um acesso viário ao bairro, ficando a Estrada do Camboatá como uma via exclusiva para chegar ao autódromo.
Na sexta-feira, o ministério, através de sua assessoria de imprensa, afirmou que o relatório reflete uma situação atual e que o objetivo do autódromo de Deodoro é ajudar na revitalização econômica e social de uma área carente da cidade. O autódromo será vizinho a outra instalação olímpica, ainda a ser construída: o X-Parque, área reservada para a prática de esportes radicais. O local vai receber, em 2016, as competições de canoagem e caiaque em corredeiras artificiais.
No mesmo tom de otimismo, Djalma Neves diz que a situação atual da área não o preocupa.
“O novo autódromo vai gerar empregos e trará melhorias para a região” — disse.

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